Introdução ao Design Thinking

Por Rosely Berto (*)

Uma grande ideia, pronta e estruturada, não cai do céu. A partir da inspiração sobre um projeto, um produto ou uma aspiração qualquer, é necessário trazer realidade e concretude ao objeto. Atualmente, um dos grandes desafios enfrentados pelos profissionais em suas carreiras é apresentar resultados inovadores, cada vez mais imediatos. Já não se pode esperar o momento mais adequado para inovar, é imprescindível estar preparado para a competição de mercado e a ressignificação que os consumidores têm dado às marcas, atitudes e serviços.

Os profissionais que se propõem a trabalhar com inovação devem estar atentos a multidisciplinaridade, colaboração, observação e tangibilização de pensamentos e processos que permitam experimentar novos caminhos e estar abertos a novas alternativas. Neste conceito, o Design Thinking traz técnicas e ferramentas específicas, criativas e não lineares com o objetivo de apoiar na estruturação, no desenvolvimento e na comunicação visual de suas ideias.

Mas como funciona esta prática? A primeira fase é a imersão e a pesquisa, que consiste em entender qual é o desafio a ser analisado. De forma colaborativa, as pessoas são sensibilizadas a mesclar as experiências sociais, culturais e profissionais, com objetivo de obter uma visão mais completa na solução de problemas. Essas ferramentas auxiliam na identificação de comportamentos, anseios e sentimentos e valores.  

Com as informações em mãos, utiliza-se técnicas de síntese e análise para identificar alternativas inovadoras e viáveis para a solução dos problemas existentes. Importante destacar que na fase de pesquisa é possível identificar pontos que poderão ser fundamentais na construção da estratégia, os insights. A definição de critérios norteadores também é necessária a fim de assegurar que nenhuma questão relevante seja negligenciada.

Diante de informações, análises e ideias, é hora de reduzir as incertezas sobre produto ou serviço. A prototipação é a oportunidade de dar forma à ideia e testar a sua viabilidade, confirmando se ela atinge as necessidades do consumidor final. Mas o processo de desenvolvimento do produto é contínuo e incremental, ou seja, é possível que ocorram melhorias a partir da participação e estímulo de usuários e envolvidos.

Essencial entender que essa ferramenta de inovação pode ser uma poderosa estratégia de gestão, capaz de possibilitar uma experiência mais completa para as pessoas, seja de ordem emocional, estética ou cognitiva. Mas é fundamental que seja uma prática colaborativa, que traduza a cultura da organização. Desta forma, garantem-se resultados muito mais sólidos e assertivos para os clientes e um espírito inovador e de aprendizado para a equipe interna.

* Rosely Berto é relações públicas e advogada, coordenadora executiva da Árvore Gestão de Relacionamento. Texto produzido a partir do Plano de Desenvolvimento Institucional, que faz parte da política de Gestão de Pessoas da empresa. #aquitemarvore

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