MOSTRA CINE BRASIL TEATRO E MÚSICA TRAZ A BELO HORIZONTE “SENHORA DOS AFOGADOS”, DE NELSON RODRIGUES

Com direção de Jorge Farjalla, espetáculo traz a obra do autor para o extremo contemporâneo e ressalta a singularidade da religião em suas obras. A obra é interpretada por Alexia Dechamps João Vitti, Karen Junqueira, Rafael Vitti, Letícia Birkheuer, Nadia Bambirra, Jaqueline Farias e Du Machado

Pela primeira vez em BH, montagem fará duas apresentações, nos dias 26 e 27 de maio, no Cine Theatro Brasil Vallourec

Belo Horizonte, maio de 2018 – O espetáculo “Senhora dos Afogados”, de Nelson Rodrigues, marca a terceira edição da Mostra Cine Brasil Teatro e Música, que segue pelo terceiro ano consecutivo trazendo grandes produções a Belo Horizonte. Com direção de Jorge Farjalla, a peça traz a obra do autor para o extremo contemporâneo e ressalta a singularidade da religião em suas obras, em que o sagrado se alimenta do profano. Alexia Dechamps, João Vitti, Karen Junqueira, Rafael Vitti, Letícia Birkheuer, Nadia Bambirra, Jaqueline Farias e Du Machado encenam o texto nos dias 26 e 27 de maio (sábado, às 21h, e domingo, às 19h), no palco do Grande Teatro do Cine Theatro Brasil Vallourec.

Escrita em 1947, “Senhora dos Afogados” segue a linha de “Álbum de Família” (1945), “Anjo Negro” (1946) e “Dorotéia” (1949) e traz uma forte simbologia que se aproxima das tragédias gregas, em que os clãs familiares se entredevoram em um inferno de culpas desmedidas. Com muitos símbolos e signos, a peça é construída para representar uma tragédia familiar, suas revelações e culpas, em um cenário, figurino, desenho de luz, som e música original, que se comungam entre si. “Será uma montagem feita não pra chocar e sim pra refletir. A sociedade está indo para um lugar retrógrado, confundindo liberdade de expressão com exibicionismo. Não quero que o meu modo de ver ou olhar para a obra de Nelson Rodrigues seja rotulado ou criticado sem embasamento. Ao contrário, vamos pensar juntos, não consigo desassociar religião e rito de sua odisseia mítica”, explica Farjalla.

Alexia Dechamps, que participou da encenação de “Dorotéia” (também dirigida por Farjalla), agora divide este segundo projeto com o diretor assumindo a protagonista, junto com Karen Junqueira, que além do teatro está fazendo Rita Cadillac no cinema. “Dois projetos com o mesmo autor e diretor, um trabalho de identidade de companhia, me colocando num lugar de risco do início ao fim, me provocando e instigando. É algo que preciso celebrar. Certamente um momento único, feliz!”, comemora Alexia Dechamps.

O projeto desta montagem nasceu de um desejo de Letícia Birkheuer de que Farjalla a desconstruísse e um papel de teatro, interpretando pela primeira vez um homem (Paulo, filho do casal pescador). João Vitti e Rafael Vitti dividem pela primeira vez o palco e com personagens que remetem à vida real: pai e filho (Misael e o noivo). Du Machado interpreta o vendedor de pentes, Nadia Bambirra a avó (Dona Marianinha), e Jaqueline Farias a prostituta morta (além da vizinha e de outra prostituta do cais). Tanto os Vitti como Karen, Letícia e Nádia vivem pela primeira vez um texto de Nelson Rodrigues.

Sinopse
A história se passa em Recife, que é o mar da infância de Nelson Rodrigues, onde ele nasceu. Ao mesmo tempo em que a tradicional família, os Drummond, formada por Dona Eduarda e Misael Drummond, chora a morte de uma de seus três filhos, Clarinha, as prostitutas do cais lamentam a impunidade do assassinato de uma das suas colegas, morta há dezenove anos. A chegada de um ex-oficial da marinha, noivo da então única filha mulher do casal (Rafael Vitti), Moema (Karin Junqueira), complementa a tragédia familiar que se digladia em torno da questão do pudor e da honra da mulher, hostilizando-se devido a um ódio primordial. Moema ainda aproveita a presença do noivo para elaborar um plano para afastar sua mãe de casa para que ela possa viver sozinha com seu pai.

Um farol, sempre presente em cena, teatralmente representado como uma espécie de lamparina que o próprio ator-narrador executará em cena, é cenário para a religiosidade dos nativos que vivem no mar, para Iemanjá como símbolo de todo o contexto da obra, assim como as canções do cancioneiro popular da beira do rio e do mar, fazendo da encenação única e teatralmente cheia de signos e apresentando um Nelson trágico, profundo, íntimo, patético e absurdo.
O cenário é assinado por José Dias, a trilha sonora é de João Paulo Mendonça, figurinos e adereços de Jorge Farjalla em conjunto com Ana Castilho, e a luz é de Vladimir Freire e Jacson Inácio.

Mostra Cine Brasil Teatro e Música
Iniciativa do Cine Theatro Brasil Vallourec, a Mostra tem patrocínio do Instituto Unimed-BH, por meio do incentivo fiscal de médicos cooperados e colaboradores, e da Vallourec, ambos via Lei Federal de Incentivo à Cultura. A Mostra Cine Brasil de Teatro e Música, edição 2018, já tem confirmadas montagens como “Guardas do Taj”, com Reynaldo Gianecchini e Ricardo Tozzi, “O Pai”, com Fúlvio Stefanini, e a fábula musical “O Palhaço e a Bailarina”, com Kiara Sasso e Lázaro Menezes.

Além de primar pela qualidade artística dos espetáculos, a Mostra se destaca pela excelência técnica e acústica do teatro e pela experiência sempre marcante de visitar o prédio histórico em estilo Art Déco, com seus belos corredores, escadas e luminárias. Situado na Praça Sete, O Cine Theatro Brasil é um dos símbolos de Belo Horizonte e polo irradiador de cultura e lazer no centro da cidade. Na edição de 2017, a Mostra teve mais de 12 mil pessoas presentes em suas atividades. Foram oito montagens teatrais e três shows musicais, alguns deles com duas apresentações, totalizando 19 datas de espetáculos. Dentre as atrações do ano passado, alguns destaques foram as peças Antígona, Morte Acidental de um Anarquista, 12 Homens e Uma Sentença, Depois do Amor, e os shows de Bebel Gilberto e Arnaldo Antunes.

Instituto Unimed-BH
Associação sem fins lucrativos, o Instituto Unimed-BH, há 15 anos, contribui com o desenvolvimento social em localidades de atuação da Unimed-BH. Para isso, desenvolve cinco grandes programas: Comunidade, Meio ambiente, Voluntariado, Adoção de espaços públicos e Cultura.

Por meio do Programa Cultural fomenta projetos em Belo Horizonte e na região metropolitana, contribuindo com o acesso à arte, cultura e lazer e com a geração de emprego e renda. Em 2017, mais de 1,3 milhão de pessoas foram beneficiadas pelo Programa, graças ao incentivo fiscal de mais de 4,7 mil médicos cooperados e colaboradores, via Lei Federal de Incentivo à Cultura. Saiba mais em www.institutounimedbh.com.br.

SERVIÇO:
Mostra Cine Brasil Teatro e Música
Espetáculo “Senhora dos Afogados”
Data: dias 26 e 27 de maio (sábado, às 21h, e domingo, às 19h)
Local: Cine Theatro Brasil Vallourec
Endereço: Praça Sete – Belo Horizonte – MG
Ingressos: INTEIRA – R$ 50,00 | MEIA – R$ 25,00
Vendas: www.eventim.com.br e na Bilheteria( Av. Amazonas, 315 – Centro)
Classificação: 16 anos
Duração: 85 minutos
Informações: (31) 3201-5211 – www.cinetheatrobrasil.com.br

ATENDIMENTO À IMPRENSA
Árvore de Comunicação – (31) 3194-8700

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(31) 3194 8713 | 99720 0829

FICHA TÉCNICA
Técnica Texto: Nelson Rodrigues
Direção e encenação: Jorge Farjalla
Elenco: Alexia Dechamps (Dona Eduarda), João Vitti (Misael Drummond,) Karen Junqueira (Moema), Rafael Vitti (O Noivo), Letícia Birkheuer (Paulo), Nadia Bambirra (Dona Marianinha), Jaqueline Farias (Prostituta e Vizinha) e Du Machado (Vendedor de Pentes)
Direção musical e trilha original: João Paulo Mendonça
Direção de arte e espaço cênico: José Dias
Figurinos e adereços: Jorge Farjalla e Ana Castilho
Desenho de Luz: Vladimir Freire e Jacson Inácio
Preparação Corporal: Jorge Farjalla
Maquiagem e visagismo: Vavá Torres
Assistente de direção: Raphaela Tafuri
Preparação vocal: Patrícia Maia
Design Gráfico: Kalulu Design & Comunicação
Direção de Produção: Lu Klein